segunda-feira, 11 de agosto de 2014




A Igreja convoca todos os anos um mês especial para intensificar as orações e ações em favor das vocações. O mês de agosto foi instituído na Igreja, como mês vocacional, na Assembléia Geral dos Bispos, no ano de 1981, com objetivos bem definidos:
·        Criar consciência vocacional em toda a Igreja, mostrando que todas as pessoas são chamadas pela Trindade a serem “discípulos missionários”.
·        Enfatizar "que todos os membros da Igreja, sem exceção, têm a graça e a responsabilidade do cuidado pelas vocações" (Papa João Paulo II. Pastores Dabo Vobis 41, 2).
·        Privilegiar um tempo na Igreja para uma evangelização mais direta sobre o mistério da vocação na Igreja.
·        Responder ao mandato de Jesus: "A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam ao dono da messe que envie mais trabalhadores para a colheita" (Mt 9,37-38).

Assim o mês vocacional deve ser assumido por toda a Igreja, na suas mais diversas instâncias, ou seja, por todas as pessoas, dioceses, paróquias, comunidades, grupos, pastorais, movimentos... É um verdadeiro “mutirão em prol das vocações”. 

  • 2º domingo: Motivado pelo dia dos pais, celebramos a vocação familiar, o chamado a ser pai, ser mãe, o chamado a gerar a vida humana. Na segunda semana se celebra a Semana da Família.

Deus abençoe todos os Homens do Terço Nsra do Carmo que são Papai, e que com amor e carinho ofertam a Deus e à Virgem Maria flores em cada Ave Maria rezada, vocês são Filhos prediletos de Maria!!!


Meditando o Evangelho de hoje

Dia Litúrgico: Segunda-Feira, 11 de Agosto

Mt 17,22-27



Segunda-feira da 19ª Semana do Tempo Comum

Logo que chegaram a Cafarnaum, aqueles que cobravam o imposto da didracma
aproximaram-se de Pedro e lhe perguntaram: "Teu mestre não paga a didracma?”. – "Paga, sim” – respondeu Pedro. Mas quando chegaram à casa, Jesus preveniu-o, dizendo: "Que te parece, Simão? Os reis da terra, de quem recebem os tributos ou os impostos? De seus filhos ou dos estrangeiros?” Pedro respondeu: "Dos estrangeiros”. Jesus replicou: "Os filhos, então, estão isentos. Mas não convém escandalizá-los. Vai ao mar, lança o anzol, e ao primeiro peixe que pegares, abrirás a boca e encontrarás um estater. Toma-o e dá-o por mim e por ti”.

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Comentário

Esta cena, que somente aparece no evangelho de Mateus, está carregada de humor e de ingenuidade. Antes de mandar Pedro pescar o peixe no qual encontraria uma moeda para pagar o tributo, Jesus o "pescou” propondo-lhe uma pergunta para provocá-lo. Muito boa é a reação de liberdade de Jesus que, por esta vez, não quer entrar em conflito com os obcecados pela lei. Em vez disso, escolhe um momento de pesca no lago junto com Pedro...

 DIA DE SANTA CLARA DE ASSIS


Escuta filha, vê e presta atenção,
Esquece o teu povo e a casa de teu pai.
De tua Beleza se encantará o rei;
Ele é teu Senhor, inclina-te diante dele!”
(Salmo 44)

Chiara Favarone di Offreduccio nasceu a 16 de julho de 1194, em Assis. Seu nome, dado pela mãe, é a sua carteira de identidade: “Clara de nome, mais clara por sua vida e claríssima nas virtudes” (1Cel 8 ). Esta é a nossa Clara de Assis, Santa Clara, Mãe e Irmã, sopro do Espírito, luz para os que buscam as trilhas do sagrado e a plenitude do humano! Santa Clara morreu aos 11 de Agosto de 1253, no Convento de São Damião, aos sessenta anos, apertando nas mãos e no coração a Regra de Vida aprovada por Inocêncio IV, seu sonho, vocação e realização.
Aos dezoito anos, no dia 19 de Março de 1212, junta-se a Francisco de Assis, na Igreja de Santa Maria dos Anjos, a Porciúncula e, a partir dali, Assis e o mundo ganham um modo fascinante e próprio de encarnar o Evangelho. A gentil dama assisiense diz adeus aos projetos da família biológica, às ofertas do mundo, à sua beleza e aos dotes matrimoniais, à riqueza, ao palácio, castelo e nobreza, à presença na sociedade de Assis, e vai, com sensibilidade e coragem indomável, seguir os caminhos do Senhor numa nova família espiritual. Esta escolha juvenil teve as marcas da fidelidade por quarenta anos.
Na sua adolescência e juventude, antes de seguir radicalmente o Evangelho e o jeito de Francisco, Clara já acolhia, atendia, cuidava e nutria enfermos, pobres e leprosos. Distribuía sorrisos, presença, sopa, ataduras e aquele modo feminino de aliviar as misérias de então. Uma mulher como ela, destinada às cortes e aos príncipes, que encontra tempo para os que estão fora do status e da riqueza, só pode inaugurar um virtuoso caminho que leva à santidade.
Esta mulher bela, inteligente, amável, segura, piedosa e admirada, constrói no jeito natural de sua juventude, a grande fundadora da Segunda Ordem, as Damas Pobres, as Reclusas de São Damião, as Damianitas, enfim as Clarissas. Quem tem uma vida concreta arrasta atrás de si seguidoras: Inês e Beatriz, suas irmãs de sangue, sua mãe Ortolana, cinqüenta Irmãs naquele primeiro Mosteiro de Assis e tantíssimas Irmãs Clarissas espalhadas pelo mundo. Quem são as Clarissas? Vamos buscar a resposta nas Fontes primitivas:
O biógrafo medieval, Tomás de Celano, assim diz: “Este é aquele feliz e santo lugar em que, decorrido já o espaço de quase seis anos da conversão do bem-aventurado Francisco, teve feliz início, por intermédio do mesmo homem bem-aventurado, a gloriosa Religião e excelentíssima Ordem das Damas Pobres e virgens santas; neste lugar, viveu a Senhora Clara, oriunda da cidade de Assis, pedra preciosa e fortíssima, fundamento de outras pedras sobrepostas. (...) Ela foi posta como proveito para muitas e, como exemplo, para inúmeras. Nobre pela estirpe, mais nobre pela graça; virgem no corpo, castíssima no espírito; jovem na idade, mas madura no espírito; firme no propósito e ardentíssima no desejo do amor divino; dotada de sabedoria e de especial humildade.(...) Sobre ela ergueu-se a nobre estrutura de preciosíssimas pérolas, cujo louvor provém não dos homens, mas de Deus (Rm2,29), visto que nem a limitada faculdade de pensar é capaz de meditá-la, nem a concisa linguagem é capaz de explicá-la. Pois, antes de tudo, vigora entre elas a especial virtude da mútua e contínua caridade que de tal forma une as vontades delas que, morando juntas quarenta ou cinquenta no mesmo lugar, o mesmo querer e o mesmo não querer fizeram nelas de diversos um único espírito. Em segundo lugar, em cada uma brilha a gema da humildade que de tal modo conserva os dons concedidos e os bens recebidos dos céus que merecem as demais virtudes. Em terceiro lugar, o lírio da virgindade e da castidade de tal maneira asperge todas com admirável odor que, esquecidas dos pensamentos terrenos, elas desejam meditar unicamente os celestes, e de fragrância dele nasce tão grande amor para com o Esposo eterno nos corações delas que a integridade deste sagrado afeto exclui delas todo costume da vida anterior. Em quarto lugar, todas foram marcadas pelo título da altíssima pobreza a ponto de mal ou nunca consentirem em satisfazer a extrema necessidade do alimento e da veste” (1Cel 8, 18-19).
Juntemos a esta precisa descrição de Celano a verdade de que Clara e suas filhas tem a coragem de centrar toda a energia do amor no Único Esposo, um amor incondicional, um amor de intimidade; que encontram na oração e na contemplação os canais mais convergentes para o Divino; na quietude e na solicitude, na fraternidade e na atividade, na minoridade e na benignidade, a tarefa de amar e servir.
Clara e Irmãs Clarissas, tronco da mesma raiz, flores femininas da mesma planta; missionárias da prece, comunhão eclesial, guardiãs do melhor que o Carisma tem: revelação, inspiração, reconstrução. Elas cuidam do manancial de onde brota a nossa vida evangélica franciscana, água viva com sabor clariano, que não podemos deixar de beber. Na Festa de Santa Clara vamos pedir a bênção para a Mãe!

Fonte Frei Vitório Mazzuco Filho:  http://carismafranciscano.blogspot.com/ 

"BENÇÃO DE SANTA CLARA"
"Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". O Senhor as abençoe e guarde. Mostre-lhes o seu rosto e tenha misericórdia de vocês. Volte a sua face para vocês e lhes dê a paz, a vocês minhas irmãs e filhas, e a todas as outras que vierem e permanecerem em sua comunidade, e a todas as outras, tanto presentes quanto futuras, que perseverarem até o fim nos outros mosteiros das senhoras pobres.

Eu, Clara, serva de Cristo, plantinha do nosso bem-aventurado pai São Francisco, irmã e mãe de vocês e das outras irmãs pobres, embora indigna, rogo a nosso Senhor Jesus Cristo, por sua misericórdia e por intercessão de sua Santíssima Mãe Santa Maria, de São Miguel Arcanjo e de todos os anjos de Deus, do nosso bem-aventurado Pai Francisco e de todos os santos e santas, que o próprio Pai celeste lhes dê e confirme esta santíssima bênção no céu e na terra: na terra, fazendo-as crescer na graça e em virtude entre seus servos e servas na sua Igreja militante; no céu, exaltando-as e glorificando-as na Igreja triunfante entre os seus santos e santas.

E as abençôo em minha vida e depois de minha morte, como posso com todas as bênçãos com que o Pai das misericórdias abençoou e abençoará seus filhos e filhas no céu e na terra, com os quais um pai e uma mãe espiritual abençoaram e abençoarão seus filhos e filhas espirituais. Amém.

Amem sempre as suas almas e as de todas as suas Irmãs, e sejam sempre solícitas na observância do que prometeram a Deus.

O Senhor esteja sempre com vocês, e oxalá estejam vocês também sempre com Ele". Amém.

Texto congregação das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Meditando o Evangelho de hoje

Mt 16,24-28



Sexta-feira na 18ª Semana do Tempo Comum

Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: "Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, irá recobrá-la. Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?... Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras. Em verdade vos declaro: muitos destes que aqui estão não verão a morte, sem que tenham visto o Filho do Homem voltar na majestade de seu Reino”.



Comentário

O discurso de Jesus sobre ganhar/perder é formulado na linguagem dos jogos e das apostas, e traz consigo a emoção de quem está apostando e arriscando muito. Não há mais garantias nem seguranças para esse "jogo” do que a própria palavra de Jesus, e isso é o que confere à vida cristã um "plus” de paixão e atrevimento. Ao nos propor esse caminho, não nos oferece mais garantia que a de seu próprio amor, capaz de jogar tudo por nós na cruz. E de ganhar tudo para nós em sua Ressurreição.



DIA 09/08: TERÇO ÀS 19:00hs
LOCAL: CASA DOS PAIS DE PAULINHO MESSIAS
BAIRRO: CARMO MESSIAS

OBS: 18:00 hs SAÍDA DA FRENTE DA MATRIZ

PARTICIPEM!!!

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Meditando o Evangelho de hoje

Evangelho de hoje: Mt 16,13-23


Quinta-feira da 18ª Semana do Tempo Comum

Jesus perguntou a seus discípulos: "No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?”. Responderam: "Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas”. Disse-lhes Jesus: "E vós quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!”. Jesus, então, lhe disse: "Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. [...]



Comentário

A pergunta de Jesus: "E vós, quem dizeis que eu sou?” é a questão central que todos nós temos de fazer em mais de um momento de nossa vida. E a resposta que ele espera não é a que lhe podemos dar a partir de opiniões dos outros, ou com base nas frases decoradas quando éramos pequenos. Ao chegar à idade adulta, cada um de nós é chamado a responder pessoalmente, com o nosso nome, a partir dessa chamada pessoal e intransferível que recebemos. Quem é Jesus Cristo para mim?


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

6 de Agosto - Transfiguração do Senhor

A festa da "Transfiguração do Senhor" acontece no mundo cristão desde o século V. Ela nos convida a dirigir o olhar para o rosto do Filho de Deus, como o fizeram os apóstolos Pedro, Tiago e João, que viram a Sua transfiguração no alto do monte Tabor, localizado no coração da Galiléia. O episódio bíblico é relatado distintamente pelos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas. 

Assim, segundo São Mateus 9,2-10, temos: "Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia fazer assim tão brancas. Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus. Pedro tomou a palavra: "Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias". Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados. Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: "Este é o meu Filho muito amado; ouvi-O". E olhando eles logo em derredor, já não viram ninguém, senão só a Jesus com eles. Ao descerem do monte, proibiu-lhes Jesus que contassem a quem quer que fosse o que tinham visto, até que o Filho do homem houvesse ressurgido dos mortos. E guardaram esta recomendação consigo, perguntando entre si o que significaria: Ser ressuscitado dentre os mortos".

A intenção de Jesus era a de fortalecer a fé destes três apóstolos, para que suportassem o terrível desfecho de Sua paixão, antecipando-lhes o esplendor e glória da vida eterna. Também foi Pedro, que depois, recordando com emoção o evento, nos afirmou: "Fomos testemunhas oculares da Sua majestade" (2 Pd 1, 16).

O significado dessa festa é, e sempre será, o mesmo que Jesus pretendeu, naquele tempo, ao se transfigurar para os apóstolos no monte, ou seja, preparar os cristãos para que, em qualquer circunstância, permaneçam firmes na fé no Cristo. Melhor explicação, só através das inspiradas palavras do Papa João Paulo II, quando nesta solenidade em 2002, nos lembrou que: "O rosto de Cristo é um rosto de luz que rasga a obscuridade da morte: é anúncio e penhor da nossa glória, porque é o rosto do Crucificado Ressuscitado, o único Redentor da humanidade, que continua a resplandecer sobre nós (cf. Sl 67, 3)". 

Somente em 1457, esta celebração se estendeu para toda a cristandade, por determinação do Papa Calisto III, que quis enaltecer a vitória, do ano anterior, das tropas cristãs sobre os turcos muçulmanos que ameaçavam a liberdade na Europa.


A transfiguração em Cristo faz do cristão um homem melhor


Diante do “escândalo” da cruz, a Palavra de Deus nos apresenta o Cristo glorificado por meio de uma magnífica teofania, isto é, a manifestação de Deus. Revela-nos Sua glória para dar sentido à morte de Jesus na cruz. Cristo levou Seus discípulos escolhidos para uma alta montanha e se transfigurou diante deles. Suas vestes se tornaram brancas e brilhantes. Apareceram-lhe Moisés e Elias, símbolos da lei e dos profetas, síntese da antiga aliança. Jesus condensa em si a lei e a profecia. Ele, em seu Sangue, sela a nova aliança (Lc 22,20). Nesse momento, “entraram na nuvem”, o que significa a presença de Deus. O Pai apresenta Jesus aos discípulos como Seu Filho amado.
O Evangelho da transfiguração liga-se à Paixão, pois tira os discípulos do escândalo da cruz, dando-lhes a visão da futura glorificação pascal. Refletindo o tema da aliança e transfiguração, participamos desta realidade. A obediência de Jesus Lhe deu a vitória. A meta do cristão é a transfiguração de sua fragilidade pela obediência da fé.
Somos transfigurados por Jesus a partir do batismo e da presença do Espírito em nós. Somos revestidos d’Ele. Para chegar a isso, somos convidados a subir o monte que é Cristo. Estando na presença de Deus pelo amor, ouviremos as palavras do Pai: “Este é meu Filho amado, escutai o que Ele diz”. O Filho diz as palavras que ouviu do Pai.
O episódio da transfiguração de Jesus deixa a mensagem que São Paulo, em plenitude, viveu, tendo podido assegurar: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Trata-se da mudança radical do cristão no modelo divino. Imitação perfeita do Filho de Deus, cujo conhecimento não deve ser meramente especulativo e cujo amor tão pouco não pode ser apenas afetivo.
Tanto os estudos sobre a pessoa de Cristo como a fé no Redentor necessitam estar unidos às obras nas quais se reflete a personalidade de cada um. Conhecimento prático, amor operativo. Ele é a causa eficiente da regeneração do batizado e a causa exemplar de Sua santificação, modelo de todos os que se dizem Seus discípulos.
Cristo se fez um modelo acessível e atraente, perfeito e abrangente. Os cristãos podem transfigurar sua vida se identificando com Ele: pobres, ricos, sábios e ignorantes – e isto em qualquer circunstância – dado que Ele a todos resgatou, deu a vida sobrenatural e lhes comunicou Seus dons celestiais. Ele manifesta uma ética geral e uma disciplina universal de conduta para que se proceda como Ele agia, para que se viva como Ele vivia, para que se sofra como Ele sofria. Ele quer se fazer presente no mundo por meio de Seus discípulos. O Apóstolo dizia: “Sede meus imitadores como eu o sou de Cristo” (1Cor 4,16). Deste modo, o fiel se torna a imagem viva do seu Senhor.
Jesus, sempre presente nas palavras, nas obras, no coração e na mente de cada um. Cristo, o ideal da vida do batizado, o objeto de sua aspiração, o ímã de seu coração. Para isso é necessário que cada um se interrogue a cada instante: “Que pensaria Jesus neste momento? Como Ele faria esta tarefa? Que quer Ele de mim aqui e agora? Como posso agradá-Lo neste momento?”
Dá-se então “o vir a ser” do fiel no seu Salvador numa total identificação com Ele, no gotejar da renúncia a cada minuto. O próprio Cristo afirmou: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 4,14). Não somos o fogo que deve arder nesta Terra, mas devemos ser os propagadores de Sua chama de amor, dado que Ele é a fornalha ardente de caridade e veio para colocar chama na Terra (Lc 12,49).
Grandeza e responsabilidade do cristão. Depende de cada um fazer da vida uma interrogação, um chamado sempre suscetível de ser ouvido por todas as testemunhas que O veem. É a imponderável ação de uma alma sobre a outra. É se transfigurando em Cristo que o cristão pode tornar os homens melhores. Com Seu exemplo, mesmo sem palavras, o verdadeiro seguidor de Cristo já torna Seu irmão melhor.
Onde uma pessoa boa e submissa a Deus vive, reza, sofre, trabalha, há sempre uma lareira de calor sublime que aquece, arrasta nos eflúvios das mensagens celestes.
Não basta “estar” cristão, é preciso “ser” cristão transfigurado no modelo que é Cristo Jesus.
Padre Bantu Mendonça
Cancão Nova


Oração

Ó Deus, que na gloriosa Transfiguração de vosso Filho confirmastes os mistérios da fé pelo testemunho de Moisés e Elias, e manifestastes de modo admirável a nossa glória de filhos adotivos, concedei aos vossos servos e servas ouvir a voz do vosso Filho amado, e compartilhar da sua herança. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Meditando o Evangelho de hoje

Mt 15,1-2.10-14


Terça-feira da 18ª Semana do Tempo Comum

Alguns fariseus e escribas de Jerusalém vieram um dia ter com Jesus e lhe disseram: "Por que transgridem teus discípulos a tradição dos antigos? Nem mesmo lavam as mãos antes de comer”. Depois, reuniu os assistentes e disse-lhes: "Ouvi e compreendei. Não é aquilo que entra pela boca que mancha o homem, mas aquilo que sai dele. Eis o que mancha o homem”. Então, se aproximaram dele seus discípulos e disseram-lhe: "Sabes que os fariseus se escandalizaram com as palavras que ouviram?”. Jesus respondeu: "Toda planta que meu Pai celeste não plantou será arrancada pela raiz. Deixai-os. São cegos e guias de cegos. Ora, se um cego conduz a outro, tombarão ambos na mesma vala”.



Comentário


A resposta de Jesus aos fariseus e mestres da lei: o que torna impuro o homem é o que sai de sua boca, pode-nos parecer normal, mas para o mundo judeu, cumpridor de uma lei cheia de um sem-fim de prescrições em torno da pureza ritual e de normas sobre os alimentos permitidos e proibidos, era uma afirmação revolucionária. Ele remetia cada ser humano aos mais secreto de seu coração, a essa interioridade da que brotam todas as opções e decisões. É aí onde podemos enganar os outros, pensamos nós. 

05/08: Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior

 


Ofício do dia: Dedicação da Patriarcal Basílica Liberiana de Santa Maria Maior
Hoje, a santa Igreja comemora a dedicação litúrgica da primeira igreja dedicada no Ocidente à Mãe de Deus. Em Roma, o ofício de hoje tem grau de solenidade, assim como o aniversário da dedicação das outras três basílicas patriarcais. O teto de Santa Maria Maggiore do século XVI é revestido com o primeiro ouro vindo das Américas. Este é o primeiro artigos de uma série de tantos outros sobre a Cidade Eterna.
Texto do seminarista Carlos Donato, da Arquidiocese da Paraíba.
* * *
Bendita és tu, Virgem Maria, encontraste graça diante do Senhor.
Conceberás e darás à luz um Filho que será chamado Filho do Altíssimo!

Sua Eminência o Cardeal-Arcipreste Bernard Law
Celebramos na Urbi, a solenidade da Dedicação da Basílica Liberiana, ou comocomumente chamamos Santa Maria Maggiore, coração mariano da Urbe e doorbe. Trata-se da primeira Igreja do Ocidente dedicada a Mãe de Deus. Nela se conserva, segundo a tradição, a manjedoura de Belém e o famoso ícone da “Salus Populi Romani” pintado por São Lucas e a este atribuída a não-invasão da Cidade por meio dos bárbaros e a libertação da peste que assolava a Europa.
Papa Libério
Segundo a tradição a Virgem Maria teria aparecido ao Papa Libério e pedido que lhe dedicasse uma Igreja e o sinal seria a nevasca em pleno verão escaldante de Roma. Ao mesmo tempo a Santíssima Virgem apareceu a um nobre romano fazendo-lhe o mesmo pedido e dando-lhe o mesmo sinal. Ao amanhecer, o Esquilino, um dos sete montes de Roma, estava coberto de neve em pleno cinco de agosto, onde o calor atinge o máximo, registrando até 40ºC. Ao chegar ao local, o papa após ser informado, encontrou o nobre que ajudou a construir a Basílica. Todos os anos, durante a missa e às Vésperas Pontificais, na patriarcal Basílica se faz chover neve, artificial, sobre o altar recordando o milagre das neves.
Altar Salus Populi Romani
Ícone Salus Populi Romani
Na capela lateral, à esquerda, encontra-se o belíssimo ícone de Santa Maria “Salus Populi Romani” – Salvação do povo de Roma ou Senhora das neves. Trata-se do ícone escrito por São Lucas em Éfeso representando a Virgem Maria, toda Santa, que traz nos braços o Salvador e nas mãos o avental, símbolo do serviço, e o anel, símbolo da escrava. Por sua vez o menino Jesus é revestido das vestes sacerdotais e traz em sua mão esquerda o Evangelho e com a direita abençoa, seus pés estão em movimento como quem parte para anunciar o Reino. Este ícone é amado e venerado pelos Romanos, que diante do mesmo param e elevam súplicas à Mãe de Deus.
Santa Culla
Na mesma Patriarcal Basílica se encontra as relíquias do Papa São Pio V, na capela lateral à direita. Descendo do altar se encontra o altar-relicário da manjedoura de Belém. Nela está contido a santa “Culla” (Manjedoura) onde, segundo a tradição, foi reclinado o menino Jesus pela Virgem Maria na noite santa de Natal. Diante da qual vela a pia imagem do Beato Papa Pio IX que de joelhos intercede pela Igreja de Cristo. Muitos são os peregrinos que acorrem aos pés da Senhora das Neves, no coração agitado de Roma, perto da maior estação de trem, metro e ônibus da cidade, é ali que quis a mãe de Deus a sua igreja e ali faz deste templo um oásis de salvação e de graças a todos que a procuram.
No Brasil, segundo o núncio apostólico S.E.R. Dom Lorenzo Baldisseri, temos a única Igreja-catedral dedicada à Senhora das Neves ou “Salus Populi Romani” fora de Roma. Trata-se da Basílica-Catedral de Nossa Senhora das Neves, na cidade de João Pessoa, Paraíba. Aquatrocentos e vinte e três anos que a Virgem Maria vela pela cidade à Ela confiada desde a fundação. Todos os arquidiocesanosdizemos
“Senhora das Neves, ó Virgem Pura, amparai o nosso Estado, amparai a Paraíba!
Protegei a nossa cidade, dai-lhe paz, religião e civismo e socorrei-a em suas necessidades.
Que a Santíssima Virgem das Neves rogue por nós e sempre nos assista junto ao seu Filho Divino o Verbo encarnado Cristo Jesus.
Roma, Primeiras Vésperas da Solenidade de Santa Maria Salus Populi Romani.Anno Domini MMX


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Meditando o Evangelho de hoje

 Mt 14,22-36

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Segunda-feira da 18ª Semana do Tempo Comum

Jesus obrigou seus discípulos a entrar na barca e a passar antes dele para a outra margem, enquanto ele despedia a multidão. Feito isso, subiu à montanha para orar na solidão. [...] Entretanto, já a boa distância da margem, a barca era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. Pela quarta vigília da noite, Jesus veio a eles, caminhando sobre o mar. Quando os discípulos o perceberam
caminhando sobre as águas, ficaram com medo: "É um fantasma!” – disseram eles. [...] "Tranquilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!”. Pedro tomou a palavra e falou: "Senhor, se és tu, manda-me ir sobre as águas até junto de ti!”. Ele disse-lhe: "Vem!”. [...]

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Comentário


Podemos imaginar a repercussão que deveria ter tido a notícia da morte de João no interior de Jesus: sua decisão de seguir sozinho a um lugar afastado nos dá o indício de sua necessidade de isolamento e solidão para assimilar o desaparecimento do Batista e a crueza de seu martírio. No entanto, a multidão faminta que o busca transtorna seus planos e consegue que, levado pela compaixão, abandone seu retiro e passe a atendê-los numa antecipação de sua entrega final na Eucaristia.



DIA DE SÃO JOÃO MARIA VIANNEY E DIA DO PADRE

.....São João Maria Vianney nasceu em Dardily, Diocese de Lião, na França, no dia 8 de maio de 1786, filho de Mateus Vianney e Maria Belusa, piedosos camponeses.Desde a infância, deu indício de uma grande santidade. Certo dia, a mão deu ao filho uma imagem de Nossa Senhora que ele nunca deixava. Carregando-a respeitosamente nos braços a onde quer que fosse, muitas vezes, no estábulo, sem que ninguém o visse, costumava rezar longo tempo diante dela.
.....Com oito anos já acostumava, com palavras e com o exemplo, ensinar o Rosário de Nossa Senhora às crianças.
.....Quando a Revolução Francesa estourou, viveu dias tristes, vendo as igrejas fechadas, os padres perseguidos, etc.
.....De grande predileção pelos pobres, pelos abandonados que nada possuem, reunia-os pelos caminhos, pelos bosques e alegremente levava-os para sua casa, onde os pais, reputados desde há muito pela caridade, acolhiam a todos os desventurados.
.....Aos treze anos, com um fervor fora do comum, João Maria Vianney fez a Primeira Comunhão. Neste dia, ele dizia baixinho para si mesmo: "Eu serei padre! Eu serei padre!"
.....Depois ele o disse a seu pai. O pai, homem prudente e conhecedor da vida e dos arroubos da juventude, fê-lo esperar dois anos, para observá-lo e para experimentá-lo.
.....Afinal, João Maria Vianney entrou na escola fundada pelo Padre Balley, então pároco de Eculy.
.....Como seminarista foi modelo, mas como estudante, embora de comportamento exemplar, sua inteligência, porém, era muito limitada. Por isso chegou a ser despedido do Seminário, Mas, ajudado pelo Padre Balley, teve uma segunda oportunidade e, vencendo todas as barreiras, chegou ao grande dia de sua ordenação Sacerdotal. Esta se deu no 13 de agosto d 1815. Estava com 29 anos.
.....Depois de ordenado passou três anos como auxiliar do Padre Balley, e teve a oportunidade de rever com seu dedicado mestre toda a Teologia.
.....Em 1818 foi nomeado para Ars, onde ficou até sua morte.

.....Quando estava a caminho, já próximo de Ars, deu-se um fato muito edificante. O santo pediu informação a um menino sobre como chegar até Ars. Depois de ouvir suas explicações, o santo lhe disse: “Você me mostrou o caminho de Ars, e eu te mostrarei o caminho do céu.” Este menino, chamado Antonio Grive, foi o primeiro a paroquiano a morrer depois de São Maria Vianney, que assim lhe ensinou o caminho do céu.
.....Os habitantes de Ars, quanto à religião, viviam indiferentes. Quatro grandes males afastavam aquelas almas do caminho do bem: a bebida, a blasfêmia os bailes e o trabalho no domingo.
Nosso Santo pôs-se imediatamente ao trabalho para acabar com estes. Suas armas foram a oração, a penitência e os sermões.
.....Bem antes do raiar da aurora, levantava-se e ia prostrar-se diante do altar. Ali ajoelhado, suplicava por longo tempo a Deus pela conversão de sua paróquia.
.....À noite disciplinava-se até o sangue. O pouco que dormia, era sem nenhum conforto.
.....Em seus sermões, procurou mostrar ao povo com bastante realismo a gravidade do pecado, o valor da alma, do sangue de Nosso Senhor, etc.
.....Cinco anos depois, Ars apresentava-se com outra fisionomia: acabaram os trabalhos no domingo, a blasfêmia, que antes se escutava pelos campos, foi substituída por orações e cânticos religiosos, o vício da embriaguez foi afastado e as danças foram paulatinamente sendo eliminadas.
.....Quando tudo começou a melhorar, veio a perseguição dos homens, a calúnia dos mal formados.
.....Às perseguições dos homens, juntou-se a do demônio, furioso por ver que aquele humilde sacerdote lhe estava arrebatando as almas. E a luta foi terrível. Durou trinta e cinco anos. Fantasmas horríveis, insultantes vociferações transformavam sua casa durante a noite num verdadeiro inferno, com pesadelos assustadores e mesmo ataques diretos do demônio. Certa vez o demônio incendiou a cama do Cura d’Ars. Referindo-se a isto, S. João Maria Vianney dizia: “Não podendo pegar o pássaro, queimou a gaiola.”
.....Sustentado pela graça divina, João Maria Vianney, saiu vitorioso de todos os assaltos do maligno. E Nossa Senhora, aparecendo-lhe repetidas vezes, encorajava-o.
.....Deus lhe concedeu o dom dos milagres. Ele, por humildade atribuía os milagres que fazia a Santa Filomena, de quem era grande devoto.
.....Em 1824, abriu uma escola gratuita para as meninas. Logo depois apareceu um orfanato contíguo.
.....O zelo de São João Maria Vianney, seu desejo de fazer o bem às almas, e as graças que Nosso Senhor o enriqueceu foram a causa daquela contínua peregrinação de todas as partes da França e mesmo de outros lugares, de almas que vinham ouvir as lições de um santo, de pecadores que vinham encontrar, junto ao confessionário de um humilde sacerdote, a paz com Deus, perdida por muitos anos.
.....O programa diário de nosso Santo era exaustivo: de madrugada, à uma hora, ia à igreja para rezar, antes da aurora, confessava as mulheres, às seis, no verão e às sete no inverno, celebrava a Santa Missa. Depois da ação de graças, os peregrinos rodeavam-nos, implorando bênçãos, curas, palavras de conforto, conversões, conselhos para os mais variados casos, etc. Às dez horas recitava parte de seu breviário, depois ia sentar-se no confessionário; às onze horas era o catecismo, aquele catecismo que ficou famoso; depois de um almoço, como diríamos nós, de passarinho, era a clássica visita aos doentes, quando então a multidão se comprimia para vê-lo passar, pata tocar-lhe as vestes. Depois de rezar as Vésperas e as Completas, voltava para o confessionário onde permanecia, muitas vezes até altas horas da noite. Chegava a passar 16 horas por dia no confessionário.
.....Desejoso de solidão para poder, como dizia, “chorar sua pobre vida", duas vezes São João Maria Vianney tentou deixar a paróquia. Mas o povo cercou-lhe o caminho e o levou de volta para a igreja.
.....São João Maria Vianney morreu no dia 4 de agosto de 1859.
.....Os peregrinos e paroquianos desfilaram diante de seu corpo durante quarenta e oito horas sem interrupção.
.....Chegando à mais sublime perfeição, ao mais alto grau da união com Deus, só se falava em Ars, das virtudes do Vigário, de sua bondade, sua paciência, desvelo, caridade, etc.
.....São João Maria Vianney foi beatificado por São Pio X aos 5 de janeiro de 1905 e canonizado por Pio XI no dia 31 de maio de 1925, poucos dias depois de Santa Teresinha.
.....Ars tornou-se rapidamente um dos grandes centros de peregrinação. Junto à antiga igreja de Ars, conforme o desejo do Santo, foi construída uma magnífica igreja dedicada a Santa Filomena. Num belo altar lateral desta igreja, foi colocado o corpo de São João Maria Vianney.
AGRADECEMOS AO BOM DEUS, PELO AMOR E DEDICAÇÃO DE NOSSO PARÓCO PE. EVERALDO FÉLIX.


HOJE NA MATRIZ ÀS 19:00 MISSA PELAS ALMAS E
 1 ANO DA MORTE DE NOSSO IRMÃO VALDIR PEREIRA

Nossa sincera homenagem ao Sr.Valdir, por tudo que fez pelo Terço dos Homens Nossa Senhora do Carmo, e que sua alma descanse na paz do Senhor Jesus!!!





sexta-feira, 1 de agosto de 2014



Deus quis precisar de nós
Agosto é considerado o Mês Vocacional, dedicado à reflexão sobre as vocações em geral. Neste mês, costuma-se celebrar as diferentes vocações por semana:
Primeiro domingo: vocação sacerdotal;
Segundo domingo: vocação familiar, dos pais;
Terceiro domingo: vocação à vida consagrada dos religiosos e das religiosas;
Quarto domingo: vocação do laicato na Igreja, ministérios leigos e catequistas.
Deus quis precisar de nós. Como em Jeremias 1,5 - “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes do teu nascimento, eu já te havia consagrado” -, Deus espera de nós uma resposta a Seu chamado. É esta a vocação de cada um.
No mês dedicado por excelência à reflexão sobre o serviço na Igreja, tomamos consciência de que o Reino de Deus se faz pela providência infinita do Pai, mas também com a participação de cada um de nós.
Quando refletimos sobre a vocação, chegamos à conclusão de que o Senhor nos criou para um objetivo específico: todos nós somos chamados a participar, com nossos dons e talentos, na edificação do Reino.
O mais profundo e tocante em tudo isso é que, mesmo Deus não precisando de nossa ajuda, Ele quis precisar, quis contar conosco.
Se formos sensíveis em perceber esse desejo de Deus é impossível sermos indiferentes.
Viver a vocação é consagrar a nossa vida a um ideal. A nossa realização pessoal reside em entender qual é a nossa vocação e agir de acordo com os ditames de Deus que fala ao nosso coração.
Que Ele nos fortaleça para que tenhamos a disponibilidade e a coragem de dizer “sim” ao Seu projeto, mesmo diante de nossas limitações, das nossas dificuldades, do nosso comodismo, dos nossos medos.
Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)



        Meditando o Evangelho de hoje

 (Mt 13,54-58)



Sexta-feira na 17ª Semana do Tempo Comum

Foi para a sua cidade e ensinava na sinagoga, de modo que todos diziam admirados: "Donde lhe vem esta sabedoria e esta força miraculosa? Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não vivem todas entre nós? Donde lhe vem, pois, tudo isso?”. E não sabiam o que dizer dele. Disse-lhes, porém, Jesus: "É só em sua pátria e em sua família que um profeta é menosprezado”. E, por causa da falta de confiança deles, operou ali poucos milagres.



Comentário

A rejeição de seus compatriotas de Nazaré coloca em evidência algo impossível de esquecer e do que a memória em torno a Jesus não pode prescindir: que viveu 30 longos anos de uma vida escondida e que durante aquele tempo não realizou nenhum sinal nem teve comportamento algum que o separasse da vida comum de qualquer vizinho de seu povo. Verdadeiramente, és um Deus que te escondes, havia anunciado Isaías. O Filho do homem conheceu por própria experiência o que é a normalidade cotidiana de nossa vida: nosso dia a dia e sua monotonia.




SÁBADO 02/08: VISITA DA IMAGEM PEREGRINA DE SÃO SEBASTIÃO
LOCAL: COMUNIDADE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
BAIRRO: CACHOEIRA
19:00hs: TERÇO SOLENE COM OS HOMENS DO TERÇO NSRA DO CARMO (CAUCAIA) E COM OS HOMENS DO TERÇO NSRA DAS GRAÇAS (CACHOEIRA)

PARTICIPEM!!!